12.06.2016

A irmã mais velha – Parte 2/2

Uma irmã mais velha. “Então será que é isso que as leitoras estão buscando e não estão encontrando?” – pensei. Minha relação com a Capricho sempre foi meio assim, de amor e ódio. Por mais incrível e revolucionária que a revista tenha sido (vou falar da história dessa falecida mais adiante), muitas leitoras esperavam uma mudança na revista e, no fundo, eu também achava que ela fosse mudar um dia.

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Nenhuma outra revista tratava suas leitoras como irmãs, e sim como amigas. Eu realmente acho que eu precisava também de uma irmã mais velha. Muito antes de eu saber o que o termo “sororidade” significava, já estava muito claro para mim como funciona o universo feminino adolescente, e foi aí que veio a oportunidade de criar conteúdo para as leitoras-que-lêem-mas-não-gostam-de-Capricho. Quer dizer, as meninas gostavam da Capricho, mas sentiam falta de um conteúdo mais diversificado

Eu não cheguei até aqui sozinha. Essa história toda é pra dizer que esse blog não surgiu de repente (o tão falado blog, que ninguém mais aguentava ouvir falar dele, HEHE). Na faculdade, inclusive, um projeto de revista a ser concorrente da Capricho foi realizado, mas não veio a dar certo de verdade. Depois de um milhão de horas e algumas dúzias de incertezas, o blog é a coisa mais significativa pra mim neste momento e, agora mais do que nunca, não volto atrás!

Toda essa essência me faz sentir uma ~coisa~ dentro de mim, aquela incrível vontade de mudar o mundo. Eu só espero, um dia, conseguir impactar o maior número de garotas possível. Fazê-las acreditar em sua própria força; empoderar suas visões e plantar a criatividade em suas cabecinhas. Fazer sentir algo forte dentro dessas meninas é o objetivo desse blog. Não importa o que sejam suas vontades, o quê elas envolvem; se for para o bem, se for para mudar, o mundo e/ou a si mesmas, apenas continuem. Vamos juntas.

Por fim, digo isto: está só começando, e estou extremamente curiosa pra ver até onde isso vai dar… :smiley:

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